Como Nasceu
Esta iniciativa da comunidade científica nasceu de diversos contactos, muitos entre pessoas que nem se conheciam, que se iniciaram em meados de 2004. Como resultado cerca de 70 investigadores portugueses decidiram fundar a Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular (SPCE-TC). A SPCE-TC tem como principais dirigentes os Professores Rui L. Reis da U. Minho (Presidente), Mário Sousa da U. Porto (Vice-Presidente), Francisco Ambrósio da U. Coimbra (Secretário), José Belo do Instituto Gulbenkian de Ciência e U. Algarve (Presidente da Mesa da Assembleia Geral) e Nuno Neves da U. Minho (Presidente do Conselho Fiscal).
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Orientações
A SPCE-TC afirmar-se como um fórum onde todos os investigadores Portugueses, a trabalhar em Portugal ou no Estrangeiro, tenham oportunidade de trocar avanços científicos e ideias para novos projectos. É ainda uma fonte de informação e de educação para o público em geral, jornalistas, políticos e agências financiadoras e reguladoras, em temas que vão desde o explicar da situação actual e necessidades futuras em investigação com células estaminais, às potencialidades de algumas descobertas para posterior utilização clínica, até a existência de eventuais problemas éticos. Este aspecto de contribuir para educar o público em geral e criar uma opinião pública informada, contrariando ideias feitas muitas vezes erradas mas continuamente repetidas, é uma das prioridades da SPCE-TC.
Acredita-se que esta associação cria todas as condições necessárias a uma melhor visibilidade da investigação que se faz em Portugal nesta área, procura ainda transforma-la numa prioridade da politica cientifica nacional, de forma a que seja possível potenciar a massa critica existente e competir com outros Países neste domínio. A Sociedade constitui-se ainda como um interlocutor credível e de reconhecida competência técnica, de modo a que lhe seja reconhecido o direito de ser um parceiro técnico-científico incontornável e necessariamente ouvido antes da tomada de decisões políticas sobre o tema.
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Âmbito
A SPCE-TC congrega a maioria dos investigadores portugueses que efectuam investigação de excelência em células estaminais, adultas, do cordão umbilical e embrionárias, e/ou procurem desenvolver novas terapias celulares com base no uso de qualquer desses tipos de células. A Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular , associa cientistas das mais diversas Instituições científicas, e de empresas, situadas desde o Minho ao Algarve. A rede de investigadores, tal como uma unidade clássica de investigação e desenvolvimento (I&D) com presença física num dado local, permitirá a partilha do conhecimento, dos espaços e do equipamento, de forma a proporcionar uma massa crítica adequada à criação de uma unidade de I&D “virtual”, a funcionar em rede, focada nas células estaminais. Desse modo, a rede tem possibilidade de unir esforços, permitindo reforçar a competitividade dos investigadores em concursos internacionais e nacionais de I&D. A Sociedade é ainda a promotora da criação de um Programa Doutoral Nacional em Células Estaminais e Terapias Celulares, e contribui mais eficazmente para o desenvolvimento desta área do conhecimento. Os investigadores estarão também sempre que possível abertos a uma transferência dinâmica das descobertas para o Sector Empresarial português da área biotecnológica, seja ele o já existente ou o a criar como resultado das actividades dos investigadores que constituem esta Sociedade.
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Células Estaminais e Terapia Celular
As células estaminais foram reconhecidas desde que a histologia e a embriologia, desvendaram o segredo da vida, dos tecidos e dos órgãos. Porém, só desde há cerca de cinco anos se conseguiram desenvolver métodos eficazes para a sua caracterização e purificação com vista ao seu uso em programas de regeneração e transplante de tecidos. As células estaminais são células com um extraordinário potencial cujo destino ainda não foi determinado. Assim elas podem transformar-se em vários tipos de células diferentes, através de um processo de diferenciação. Idealmente as células estaminais têm a capacidade de poder vir a substituir qualquer célula doente que tenhamos no corpo e, se utilizadas adequadamente em terapias celulares ou engenharia de tecidos, podem regenerar qualquer tipo de tecido ou órgão danificado. É assim fácil de imaginar que avanços científicos e tecnológicos nesta área podem levar à criação de soluções clínicas actualmente inexistentes para problemas tão graves como diabetes, Parkinson, Alzheimer, artrite, osteoporose, acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas e até mesmo a paralisia, entre muitas outras patologias.
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Apresentação pública
A recém criada Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular (SPCE-TC) foi apresentada, a todos os interessados, no dia 7 de Janeiro de 2005 em Lisboa. A sessão pública contou com o alto patrocínio de sua Ex.ª. o Presidente da República. Esta sessão aberta esteve inserida no 1º Encontro da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular (SPCE-TC) que decorreu nesse mesmo local nos dias 7 e 8 de Janeiro. Nessa sessão estiveram presentes para além de inúmeros cientistas, membros ou não da SPCE-TC, representantes dos partidos políticos, responsáveis de diversas Universidades e Institutos de Investigação, bem como diversos jornalistas. A sessão incluiu uma apresentação da situação legislativa nos 25 Países da UE por uma representante da Comissão Europeia.
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